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19 de outubro de 2010

Meus poemas

Poética

Iremar Marinho

"Impactos de amor não são poesia"
(Carlos Drummond de Andrade)

Rilke aconselha
não escrever
poesias de amor.

Seifert vai escrevê-las até o fim.

Riam de Rilke e de Seifert.
Riam de mim.

(Escrito na década de 1980)


Quadra para os Criadores

Iremar Marinho

Criamos pássaros e a madrugada,
O dia branco e a noite espessa.
Criamos tudo; também o vazio.
Fingimos deuses, somos os poetas.


Este Rio Mundaú não é o mesmo

Iremar Marinho

Este Rio Mundaú não é o mesmo
Rio Ganges que banhou Jorge Luiz
Borges cego pela luz de Buenos Aires.

Neste Rio Mundaú dos afogados,
submerge outro Jorge –
de Lima, que Mira-Celi
deixou cego para abrir
os portais de sua fuga
surreal à insanidade.

8 comentários:

  1. "...Riam de Rilke e de Seifert.
    Riam de mim." E também de mim, Iremar. Riam dos nós. Bela mostra de tua obra. Gostei especialmente do "Rio Mundaú" - E não são mais os mesmos os rios - quando seguem rumo à foz.

    Abraços

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  2. Excelentes poemas, Iremar, você é mesmo o cão chupando manga da poesia alagoana.

    Cicero Melo

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  3. Mai,

    "Ride
    ridentes
    rimente
    risandai".
    Gratíssimo por sua
    visita e comentários.
    E rios passam.

    Abraços

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  4. Poeta Cícero Melo,
    Agradeço sua inestmável apreciação,
    envolvida com bom humor.
    O perigo seria tornar-me até vaidoso,
    considerando o valor da palavra
    de crítico literário que você é.
    Abs,

    Iremar

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  5. É certo que muitos blogs que sigo não possuem conteúdo que admiro... Segui porque retribui o ato... Eu não os visito...

    Há aqueles que vez ou outra postam algo que me arrepia... E há os que são de uma criatidade e sensibilidade que me arrasta a eles até pra ler a mesma postagem mais de uma vez...

    Quanto a comentar, depende muito da acessibilidade... Na maioria dos casos, o sinal de minha operadora deixa a desejar... Levo muitos minutos para fazer um simples comentário... e ainda há o entrave do verificação de palavras... Nem sempre consigo sequer entrar...Acabo por desistir porque o tempo é curto...

    Sinceramente tento acompanhar as postagens e fico de olho nas atualizações... alguns não atualizam...

    Aos que comentam em minhas postagens , quando consigo, retribuo a visita...

    Estou deixando essa mensagem aos blogs que realmente gosto de ler para esclarecer minhas condições... Só porque minha consciência de blogueira pede...

    Obrigada!


    Um abraço!

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  6. Muito bem, Analuz!
    Impossível resistir a tantas luzes!
    Ao mesmo tempo que nos ofuscam, nos iluminam!
    Admiramos o sol e as estrelas,que nos atraem e sustentam.
    Sem luz, sequer o verbo subistiria.
    Somos luzes a a elas retornamos, incessantes!

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  7. Poesia úmida, fértil. Regada a suor, lágrimas, orvalho, chuva, mares ou rios...
    E eu doida pra me molhar.
    Continue compartilhando seus mergulhos!
    Abraço

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  8. Adriana, com esta sua fertilidade que vem da água e de tudo que é úmido, você não tem como não se molhar. Mergulhemos sempre no diálogo da poesia, no convívio das palavras, e assim as pessoas e os mundos vão se construindo!
    Abraços

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