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7 de julho de 2012


Coríntios

Ubirajara Mello de Almeida

Em teu coito apenas, sereia,
volátil poente na mão,
Luna, lúmina, luz de areia
que nas águas dos pelos vão.

Pacto flamejante no céu,
Ruiva urbe láctea das estrelas,
Florais em Vênus no bordel
Das galáxias onde comê-las.

A eternidade num minuto!
Do rubro ardente dissoluto
revelou-se, não o sal, mas o astro.

Por castigo, a gula da ânsia.
A face? Sombra na distância
do éter, rosa de alabastro!