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3 de dezembro de 2009

Poema de Cícero Melo

Conspiração das musas, por certo.
Ao levantar-me para caminhar,
hoje, às 5 horas, "enquanto a chaleira
chiava", liguei o computador e abri
este Bestiário e o e-mail, deparando-me
com o aviso lacônico do poeta:
"Nasceu agora. Pode publicar".
Eis aí:

O perfume da ternura

Cicero Melo

Ventos perfumados com
Ternuras vestidas de
Leitos de sedento som.
Amores amargos a me
Dar sombra; passava por
Seios e sonhos, entre
Vargens de velada cor,
Vozes de vinhoso ventre.
Amores voavam, pois
Nos desejos ocos, em
Volta do sonho depois
Do que nada nunca vem.

15 comentários:

  1. Meu Deus, como escreve esse homem.
    Privilégio de quem lê teu blog.
    Obrigada aos dois.

    Abraços e bom final de semana.

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  2. Poeta Mai,
    Não só pela parte que me toca,
    mas, sobretudo, pelo valor do poeta Cícero
    Melo, que ainda será reconhecido nacionalmente,
    seu comentário emociona de mais.
    E então, Cícero, precisa de afago literário maior do que este da Mai?

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  3. Olá, que bom quer você não foi egoísta e compartilhou conosco. Genial!
    Parabéns aos dois poetas!

    E.T. Obrigada, Iremar, por fazer parte da lista de amigos no meu blog.Fiquei por aqui, com prazer.

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  4. Iremar,

    o comentário da Mai me deixou Maiúsculo.

    Merci Mai, je t'en prie!

    (Hoje não durmo! Culpa da Mai, mermo!)

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  5. Cícero,

    Além de Grande Poeta, você é um Grande Gozador,
    e sabe muito bem que só os medíocres vivem de incenso, ou seja, dos elogios falsos e fáceis.
    Aqui, pelo menos, os elogios dos/das colegas
    blogueiros/as são sinceros!

    Vá dormir, rapaz!

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  6. Poeta Lau (você nem precisa escrever
    poesias para ser poeta),
    Corri ao seu blog, encontrei o poeta Ferreira Gullar e deixei comentário.
    Parabéns. Sigamo-nos!

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  7. Velho amigo Iremar,

    gostei deste "Grande Gozador"!

    Quero o link do Lau, para ver se é um cara que conheço.

    Em tempo: dormi muito bem, ontem.

    Abraços à Mai.

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  8. Iremara, diga a Cícero que tiva o prazer a honra de publicar dois de seus belíssimos poemas, lá no "cirandeira". Brevemente postarei alguns dos teus. Se me permitires, é claro!
    Grande abraço. E "apareça", viu?

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  9. Querida Cirandeira,
    "Apareço", sim, e você já fica "automaticamente" autorizada a publicar todo e qualquer poema ou outro tipo de texto meu.
    Para começo de conversa, não dou bolas para direito autoral, nestes casos de internet/blogs.
    Acho a maior cara de pau de qualquer um
    "poeta" ou seria pateta? tentar copiar (apropriar) um poema (ou texto) de quem quer que seja, na internet ou fora dela.
    Para completar: meus poemas, com direito autoral ou sem direito autoral, eu conheço até debaixo d'água! Quem roubar minha "grande obra" vai comprar comigo uma boa briga na Justiça!
    Visite também o Forum de Poesias do Sobresites, onde eu tenho uns 140 poemas, que vão virar meu primeiro livro (só faço parte da Coletânea Caeté, aqui de Alagoas).
    Beijos e abraços

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  10. Iremar, agradeço à Cirandeira por se interessar por minha parca poesia. No entanto, avise-a que O PERFUME DA TERNURA não foi publicado , no blog dela, na estrutura correta. Se possível, que ela o republique. Tem de ser do jeito que você divulgou.

    Abraços para ambos.

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  11. Iremar, quando pedi o link "do" Lau, eu estava confundindo com um velho amigo meu, também poeta, e apelidado Lau. Não pensava que fosse uma moça tão bonita. Mil perdões. Vou dar uma olhada no blog dela.

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  12. Aí é onde está o nó. O poema, a amiga Cirandeira deve estar atenta para isto, deve ser publicado respeitando a forma original de publicação, definida pelo próprio poeta, e isto é fundamental em poesia, que trabalha com a FORMA.
    Temos a tal de "poesia em prosa", que eu considero uma aberração conceitual. Mas que fique claro, o que diferencia o POEMA da PROSA, fundamentalmente, é a FORMA, ou seja, em versos, ou mesmo sem eles, mas desde que seja assim definido pelo poeta. Quem muda a forma de um poema está fazendo um novo poema, se assim podemos dizer.
    Desculpem a AULA, mas é preciso dizer isto.
    Pessoal, leia mais João Cabral de Melo Neto, e.e cummings, T.S. Elliot, Ezra Pound, Walt Witman, Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Ferreira Gular, etc, e façam poesia a mão-cheia, que o poema só faz bem à humanidade

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  13. Cícero,
    Você deve estar falando do paraibano Lau Siqueira, não?
    Conforme-se com a Lau Milesi, ok?

    Risos!!!

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  14. Para Cícero(já que preferiu fazer seu comentário
    aqui) e para Iremar, que também fez a mesma coisa!), quero "pedir desculpas", mas ao mesmo tempo esclarecer, que NÃO TIVE NENHUMA INTENÇÃO DE MODIFICAR OS POEMAS!Fí-lo (rrss)totalmente desprovida de qualquer preocupação com a FORMA POÉTICA, talvez estivesse tão emocionalmente distraída!, que não dei-me conta desse detalhe tão importante. Já fiz a devida correção. Obrigada por chamar-me a atenção por esse detalhe tão fundamental em POESIA.
    ABS

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  15. Minha Adorada Cirandeira,

    Você sabe que ninguém lhe "culpou" por qualquer intenção, etc. Ao contrário, - como eu comentei, para o seu blog, e nem sei se você publicou, mas não precisa mais, não é? - só fizemos elogios, justamente para que sua bela página continue oferecendo abrigo aos nossos modestos (no meu caso) poemas.
    Parabéns MIL!!!!

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