9 de abril de 2016
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BLOGS LITERÁRIOS DO NORDESTE: BLOGS DA ABLNE MAIS ATIVOS EM MARÇO : BLOGUEIROS D...: Blog POEMAS DE ALBERTO LINS CALDAS Com postagens recentes realizadas desde ontem, sexta-feira (08/04), até 5 dias passados,...
2 de abril de 2016
26 de março de 2016
POEMAS DE LUIZ ALBERTO MACHADO
CARTA A MINHA CIDADE
Luiz Alberto Machado
ao meu rincão
que soletrei sílabas de todos os tons
deixo o meu desejo provinciano
foi nas tuas praças que descobri a poesia
foi na tua noite que desvendei mistérios
foi no teu dia que morri muitas vezes
foi no teu canavial que deixei meu sangue
foi no teu rio que comunguei com a vida
dos bairros nobres ao baixo meretrício
dos bueiros da usina aos estudos da faculdade
da safra da cana à entressafra da razão
da incompetência da câmara ao sucesso dos loucos
dos desvarios comerciais aos crimes impunes
das damas hipócritas às jovens sedutoras
das reuniões inúteis às salas de dança
dos cultores do passado aos artistas malucos
me completei
me dizimei
e me consenti
com certeza te deixo o meu velório
e a paz de quem sorri.
(Da antologia POETAS DOS PALMARES,
organizada por Juareiz Correya,
em edição eletrônica, pela Panamérica Nordestal Editora, do Recife)
A LÁGRIMA DE NERUDA
Meus conterrâneos, eis minha missiva:
Estamos próximos do final do século
Às portas de uma nova era
Rogo, portanto, a paz
Não difiro de nada
Sou eu procedente do índio botocudo
De negros escravizados e de brancos degredados de Portugal
No peito um canto para Neftáli Reyes
Contra os que se devoram no dia e na noite.
No peito o meu canto com a nossa dessemelhança que é o tiro que dizimou Balmaceda fomentando nossas hostilidades.
Nosso suor ainda é vendido a preço vil
A preço de cadáveres indígenas, negros e marginalizados.
As mulheres, nossas irmãs, são as mesmas
Nas favelas do Rio
Nas callampas do Chile
Nas jacabes do México
Nos barrios de Caracas
Nas barriadas de Lima
Nas vilas miséria de Buenos Aires
Nas catagrilles de Montevidéu
E uma bola de cartola ainda determina o rival nos gramados de Santiago do Chile.
Meus conterrâneos, eis minhas palavras:
A esperança ainda é o nosso amuleto na estética de Huidobro: a precisão de um armistício e de um sonho maior que o de Bolívar.
(Da antologia PRIMEIRA REUNIÃO,
Edições Bagaço - 1992)
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LUIZ ALBERTO MACHADO é palmarense, filho do poeta Rubem de Lima
Machado. Poemas publicados em jornais locais e de diversos Estados
brasileiros. Ainda muito jovem, participou dos movimentos culturais de
Palmares.
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LUIZ ALBERTO MACHADO é palmarense, filho do poeta Rubem de Lima
Machado. Poemas publicados em jornais locais e de diversos Estados
brasileiros. Ainda muito jovem, participou dos movimentos culturais de
Palmares.
Músico e escritor, é também autor de diversas peças e dirigiu
grupos teatrais amadores. Participou de vários festivais de música.
Publicou, entre outros, os livros de poesia Para viver o personagem
do homem (1982), A intromissão do verbo (1983), Raízes e Frutos,
em parceria com Rubem de Lima Machado (1985), Canção da Terra
(1987), Paixão Legendária (1991) e Primeira Reunião (1992).
grupos teatrais amadores. Participou de vários festivais de música.
Publicou, entre outros, os livros de poesia Para viver o personagem
do homem (1982), A intromissão do verbo (1983), Raízes e Frutos,
em parceria com Rubem de Lima Machado (1985), Canção da Terra
(1987), Paixão Legendária (1991) e Primeira Reunião (1992).
Publicou vários títulos de literatura infantil. Atualmente vive em Maceió (AL),
onde dirige a Edições Nascente e edita sites literários e várias páginas virtuais.
onde dirige a Edições Nascente e edita sites literários e várias páginas virtuais.
24 de março de 2016
BESTIÁRIO ALAGOANO Iremar Marinho: Meus Poemas
BESTIÁRIO ALAGOANO Iremar Marinho: Meus Poemas: Calvário nas ruas de Maceió Iremar Marinho Para que matar o Cristo, todos os anos, nas ruas de Maceió, como em Gólgota? Não bastou a ...
27 de janeiro de 2016
Poemas de Fernando Fiúza
ABRIL
Fernando Fiúza
Abril melava o chão da tarde de cajá
e um gato ronronava dentro do meu peito;
as estradas de lama – quase tudo brejo
onde as almas diziam às rãs coisas do mar.
Não se plantava nada, o mato crescia quieto
e era dono de tudo, dono até das telhas;
a chuva disputava os ares com o silêncio
e um barco de papel coloria a correnteza.
O cavalo mancava – cegos pêlo e crina
que a derradeira luz não mais os penteava -,
a roseta com sangue entre os dentes não gira;
era a vez da leitura e palavras cruzadas.
Abril jamais me foi cruel e sim molhado
- quem sabe são meus olhos, restos do naufrágio.
(De: O Vazio e a Rocha)
BRILHANTE BARATO
Fernando Fiúza
É quando uma mulher bonita passa
passa de graça na calçada em frente
muitas vezes pintada outras sem nada
muitas vezes potranca outras serpente.
É quando uma princesa vira amiga
e não lhe cobra títulos nem taras
uma mulata posa rainha
e uma operária lhe faz coisas raras.
É quando meu amor chega de surpresa
um colo de mãe quando a dor lhe parte
uma carta ridícula de amor,
Toda inutilidade que faz da arte
o luxo que sonhava a natureza
o riso de Deus em noite de horror.
(De: O Vazio e a Rocha)
O VAZIO E A ROCHA
Fernando Fiúza
O vazio esconde a rocha das tormentas:
esquenta e molha, esfrega, esfrega e come:
tem fome e sede tem ânsia e arrebenta
com cinquenta mil rochas num ciclone.
A rocha faz a guerra, fez a bomba
e à sombra do vazio, frágil, se esconde
feito um monge que reza, reza e tomba
na lona aos pés do demo que de longe
Acena as asas negras do vazio.
E um rio, também vazio, também de rocha,
desabrocha dos olhos com fastio,
De um deus vazio, também feito de rocha
que não gosta, mas fez mulher vazio
e, doentio, do pobre homem rocha.
(De: O Vazio e a Rocha)
(Transcritos do blog Antonio Miranda)
21 de dezembro de 2015
Poemas de Juareiz Correya - Do Blog Poemas do Novo Século
Juareiz Correya
Amanhece no Jardim Atlântico
Um horizonte recortado de edifícios
Figuras geométricas quase iguais
Engaiolando gentes cotidianos e futuros
Amanhece no Jardim Atlântico
E é difícil ver o sol
Impossível ver o mar
O bairro renasce azuis e vermelhos
Mais vivo como todo amanhecer
E indiferente ao medo e aos assaltos
Que povoaram suas ruas
Na noite anterior
Amanhece no Jardim Atlântico
E não é o mesmo amanhecer sobre Olinda
O bairro não é a cidade
A cidade não é o bairro
E o dia poderá ser tão inútil
Quanto a festa de cores de nuvens de pássaros
Da beleza perdida deste amanhecer
(Jardim Atlântico, Olinda /
6 de junho, 2006)
Juareiz Correya
Uma mulher é mais
do que um corpo
uma música de arrepios
uma pintura de carícias
um jardim de sexo
Uma mulher é mais
do que uma função orgânica
o outro eu do homem
uma fantasia erótica
um pensamento carnal
uma vulva que fala
Uma mulher é mais
do que um pênis ao contrário
uma cabeça de nuvens
uma deusa de barro
Uma mulher é mais
do que um número humano
do que um drama vivo
uma tragédia em casa
Uma mulher é mais
do que um poema em flor
do que a inocência que mente
e a falsidade adorável
que inventa a verdade
Uma mulher é mais
do que a palavra mulher
é mais do que o homem
apenas em palavra é
Uma mulher é mais
do que um sonho uma ilusão
é muito mais do que ela
na dádiva inteira do coração
(Recife, maio / 2006)
Juareiz Correya
meus olhos já não vêem direito
traços
pontilhados
linhas do rosto
da cidade
da rua aberta das retinas
os sons matizados
as luzes grafadas
alfabetos da pele
códigos sensoriais
e as vias-lácteas
de intimidades e distâncias
meus olhos doem
um sol uma lua dias noites
que habito e desconheço
como se a tua presença
não estivesse no meu mundo
e desabitasse a memória
do corpo e da existência
o que vive em ti é o meu olhar
(Recife, abril / 2006)
2 de julho de 2015
POEMAS DE INALDO CAVALCANTI
JORGE DE TODAS AS LUAS
Inaldo Cavalcanti
Para Iremar Marinho
Jorge de todas as luas
Mestre de Orfeu
E servo da poesia
Menino eterno
Repleto
Da poesia universal
Recriada
Na fala brasileira
Te louvar
É amar
A noite e o dia
Nas asas sonhadas
Do Mundaú
E servo da poesia
Menino eterno
Repleto
Da poesia universal
Recriada
Na fala brasileira
Te louvar
É amar
A noite e o dia
Nas asas sonhadas
Do Mundaú
VAN
CANTIGA A VINCENT
Inaldo
Cavalcanti
O vento visita o verde
No olhar maravilhado
De um homem menino.
Eu te vi no vento
- Loucura luminosa
Por um deus esquecida –
Invadir a janela
De um pobre calendário.
Eu te vi no vento
E me lembrei da vida.
UM SABER SIMPLES VERTICALIZA A
LUZ
Inaldo Cavalcanti
No carrossel inerte – humílimo mistério.
Eis um rosto.
A loucura que o rictus do Atlântico
Traduz em espumas – preciso golpe.
Eis o mesmo rosto.
Algo magoado cadencia a vida
E o recife ensina o êxtase silencioso do olhar
LONDON
REVISITED
Inaldo Cavalcanti
Os espelhos nunca morrem:
Conspiram contra o silêncio.
Aturde a flor o vento rude.
Sangra nas raízes o mundo.
Perversa a minha dor:
De mim vive, e não me faz feliz
A
DERROTA PASSADA A LIMPO
Inaldo Cavalcanti
Me fiz, e assim cantei a história
E assim perdi
O coração onde o banquete
Recusou o comer comum.
Sou pequeno: o passado
Já viveu o futuro.
Nada conduz à minha tristeza de sonhar.
Nada recria o pão da minha amizade.
Uma vez desprezada e pobre vigília,
Sou pobre.
Mendigo da melodia, louvo a Luz
E reencontro a doação da minha queda:
A ti, cordeiro guerreiro da origem.
INALDO
CAVALCANTI é natural de Recife (PE). Estudioso de Filosofia e Psicanálise, publicou
O Livro do Esquecimento (2003).
26 de abril de 2015
LUIZ ALBERTO MACHADO E O SEU TATARITARITATTÁ
BESTIÁRIO ALAGOANO – Uma das pessoas que mais admiro na terra
alagoana é a da pessoa do jornalista, advogado e publicitário Iremar Marinho. Figura ativa, expoente
do melhor das Alagoas, ele edita o extraordinário blog Bestiário Alagoano do
qual sou constante apreciador. Além disso é conveniente mencionar que se trata
de um excelente poeta. E dele destaco o seu Poema Improvável, entre tantos que
muito aprecio de sua lavra, principalmente o II: Viver
é sempre desdenhar a morte, / a que vence todos os torneios, / aquela
adversária desonesta, / detentora de segredos, / aquela que faz jorrar / o
sangue dos contendores, / aquela que abate toda / ansiedade do poema, / que
destrói covardemente / toda teima de viver. /Oh! Morte! Basta! Veja mais
aqui.
22 de janeiro de 2015
MEUS POEMAS
Solau da morte
Iremar Marinho
A morte vem a cavalo
É próprio dela galopar
Os mortos esperam lívidos
É próprio deles esperar
Os mortos esperam túrgidos
É próprio da morte chegar
Os mortos esperam fúlgidos
Para o festim terminar
É próprio dos mortos vívidos
Do inferno esperar voltar
É próprio do inferno rúgido
Os mortos encarcerar
Todas as estátuas gregas
são Homero, cegas
Iremar Marinho
Há um poema dentro do poema,
há um fluir de encantos surdos,
uma sinfonia de instrumentos mudos,
em busca de tons dispersos
da melodia em fuga da canção.
II
Dou meus versos,
falo em sussurro,
em baixa frequência,
como sibilasse.
Falo em língua surda,
eu tartamudeio,
dou meus braços,
meus artelhos,
meus cansaços,
meus joelhos.
III
Quem me lê, dê sua voz.
Compulsório ouvinte
da linguagem surda,
tradutor da fala,
co-autor imerso
no volúvel som.
Poema improvável
Iremar Marinho
Eu me escapei da morte.
Vivo. Adeus ao vôo.
Minha sintaxe agora é rastejante.
Não preciso mais romper os ventos,
só as agruras deste duro chão,
só a textura das pedras,
só a fuligem do tempo.
II
Viver é sempre desdenhar a morte,
a que vence todos os torneios,
aquela adversária desonesta,
detentora de segredos,
aquela que faz jorrar
o sangue dos contendores,
aquela que abate toda
ansiedade do poema,
que destrói covardemente
toda teima de viver.
Oh! Morte! Basta!
21 de janeiro de 2015
5 de novembro de 2014
Poemas de Rosiane Rodrigues
ESCULTURA
anjo bate asas
horizonte deserto
beijo de chuva
de suave gesto
arco-íris e flechas
contra o tempo
esculpindo amor
a favor do vento
DESEJO
longe,
o coração
pranteia
perto,
acelera
e baqueia
fonte
do desejo
permeia
QUIMERA
aquela imagem
ainda cintila
como miragem
a voz caliente
na mente destila
enfraquecida
o sonho se inflama
e a realidade
apaga a chama
TEMPESTADE
nuvem passageira
doce manjar dos céus
altaneira
estrelas ladrilham
passos solitários
trilham
cálida noite
tragar de chuva
açoite
24 de outubro de 2014
5 de setembro de 2014
Poemas de Cicero Melo
V TAVERNA ALÉM
Cicero Melo
Como o tempo corre e cansa
no relógio do meu peito:
Hoje eu sou uma criança,
ontem era um homem feito.
Como o tempo recupera
os outros tempos do sonho,
o longo quintal da espera
do menino que reponho.
Sou menino recomposto
de tempo, sonho e enfado.
Nas tendas de um rei deposto
todo o presente é passado
no relógio do meu peito:
Hoje eu sou uma criança,
ontem era um homem feito.
Como o tempo recupera
os outros tempos do sonho,
o longo quintal da espera
do menino que reponho.
Sou menino recomposto
de tempo, sonho e enfado.
Nas tendas de um rei deposto
todo o presente é passado
A TERCEIRA PELE
Cicero Melo
Procuro a carne da palavra adusta,
Aquela que insorvida se consome,
Aquela cujo selo cai à fronte
Das palavras irmãs e se incrusta
Nas pedras da razão, no verbo nômade,
No dedilhar de febres e de angústias,
No delírio senil da sombra rústica,
Longa noite de sal e medo insone.
Procuro a carne da palavra augusta,
Aquela que se eleve e se prolongue
Em mistério sutil, sedosa e onde
Repouse mar, celebração e bússola.
Procuro a carne da palavra morta
Que se aviva, me bate e me conforta.
Aquela que insorvida se consome,
Aquela cujo selo cai à fronte
Das palavras irmãs e se incrusta
Nas pedras da razão, no verbo nômade,
No dedilhar de febres e de angústias,
No delírio senil da sombra rústica,
Longa noite de sal e medo insone.
Procuro a carne da palavra augusta,
Aquela que se eleve e se prolongue
Em mistério sutil, sedosa e onde
Repouse mar, celebração e bússola.
Procuro a carne da palavra morta
Que se aviva, me bate e me conforta.
A MOTIVAÇÃO ROSA
Cicero Melo
O que motiva essa rosa
além da acesa ternura,
senão o rubro que dosa
minha paixão e loucura?
O que teceu essa dor
que rosa essa rosa ativa,
senão os ventos do amor
em minha face cativa?
Casta rosa, que neblina
a rama de amar me tosa!
Vem cintilante assassina!
Rosa rosa rosa rosa!
além da acesa ternura,
senão o rubro que dosa
minha paixão e loucura?
O que teceu essa dor
que rosa essa rosa ativa,
senão os ventos do amor
em minha face cativa?
Casta rosa, que neblina
a rama de amar me tosa!
Vem cintilante assassina!
Rosa rosa rosa rosa!
PSIQUÊ
Cicero Melo
Asas desnudas, sempre ao som do outono,
lasciva à sombra, tecelã sem véu;
silvestre acende de fragrância, um céu
aos deuses ébrios, frenesi de sono.
Perfumes, poros, cortesãos sem dono,
O púbis plúvio, reiterado réu.
Eros inflama junto ao peito ao léu
os caminhos sedosos do abandono.
O botão da manhã enfarta a flor.
A alegria projeta a sombra rosa
nos doces sítios em que repousa amor.
E despertas, paisagem deleitosa,
os orgasmos finais de luz e ardor
da borboleta ao vento, incestuosa.
silvestre acende de fragrância, um céu
aos deuses ébrios, frenesi de sono.
Perfumes, poros, cortesãos sem dono,
O púbis plúvio, reiterado réu.
Eros inflama junto ao peito ao léu
os caminhos sedosos do abandono.
O botão da manhã enfarta a flor.
A alegria projeta a sombra rosa
nos doces sítios em que repousa amor.
E despertas, paisagem deleitosa,
os orgasmos finais de luz e ardor
da borboleta ao vento, incestuosa.
O GOLEM
Cicero Melo
Guardo o poema da Criação
E as faces dos deuses
Em minha memória de argila
E nudez primogênita.
O primeiro vento deu-me o espaço,
com corpos celestiais,
e uma casa.
O segundo, o tempo e o nada.
E as faces dos deuses
Em minha memória de argila
E nudez primogênita.
O primeiro vento deu-me o espaço,
com corpos celestiais,
e uma casa.
O segundo, o tempo e o nada.
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